O Conselho Federal de Medicina (CFM) respondeu oficialmente ao ministro Alexandre de Moraes.
A resposta constituiu uma lição “técnica” acerca da sindicância aberta pelo CFM para apurar a conduta ética dos médicos que atenderam o ex‑presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal, após a queda sofrida por ele.
Segundo o CFM, a apuração segue o rito normal previsto para casos semelhantes. O órgão informou que recebeu quatro denúncias formais relacionadas ao episódio e que adotou os procedimentos previstos na legislação e no Código de Processo Ético‑Profissional, sem emitir juízo antecipado sobre os fatos.
O conselho ressaltou que a sindicância tem caráter preliminar e não constitui condenação ou acusação. Trata‑se de um instrumento administrativo destinado a verificar eventuais irregularidades e a resguardar a atuação dos profissionais envolvidos e a regularidade institucional.
Para demonstrar que não houve exceção, o CFM destacou que, entre 2020 e 2025, foram instaurados mais de 34 mil procedimentos semelhantes em todo o país, evidenciando que a abertura de sindicâncias faz parte da rotina do sistema de fiscalização da medicina no Brasil.
No encerramento do ofício, o conselho reiterou seu compromisso com as determinações do Poder Judiciário, mas afirmou que não há justa causa para que o presidente da entidade seja compelido a prestar depoimento à Polícia Federal, como exigiu Moraes.
Para o CFM, a atuação no caso respeitou estritamente os limites legais e institucionais que regem a profissão médica.
Por isso, o ministro não esperava…
