Com o aumento de visitantes nas praias, o conserto de celulares fatura mais

Com o aumento do movimento nas praias, cresce também a procura por assistências técnicas especializadas em conserto de celulares. Entre os principais vilões está a areia. Geralmente, os grãos finos entram nas aberturas do aparelho, como botões e alto‑falantes, provocando falhas no funcionamento e até o travamento de peças, segundo o técnico em conserto de celulares Pedro Lima.

“Como o aparelho tem aberturas bem pequenas, o contato com a areia pode causar algum tipo de problema. É mau contato, por exemplo, no conector de carga, na parte onde você conecta o celular para carregar. No auricular também, que pode ficar chiado, e com isso acaba prejudicando o funcionamento. Quando há contato com a areia, o ideal é fazer uma limpeza com álcool isopropílico e uma escovinha, realizando essa limpeza com bastante cuidado, que a areia vai saindo.”

Outro risco comum é a água, seja do mar ou da piscina. A água salgada é mais agressiva porque acelera a corrosão dos componentes internos. Já a água de piscina, por conta do cloro, também pode causar danos importantes. O técnico Pedro Lima orienta sobre o que fazer e o que evitar quando o celular molha.

“Alguns aparelhos têm IP68, IP69, que são resistentes à água. Eles não são à prova d’água. Alguns fabricantes informam que o aparelho pode ser mergulhado por até 30 minutos em um metro de profundidade, mas muitas vezes esse tempo acaba prejudicando, porque, ao longo do tempo, essa vedação vai perdendo a garantia. E, com isso, acaba entrando água.”

Segundo ele, o melhor é não expor o aparelho nem à piscina nem ao mar, porque isso pode causar oxidação.

“O ideal é desligar o aparelho e ir diretamente à assistência técnica.”

Muitas pessoas apostam nas capinhas impermeáveis vendidas por ambulantes, por serem mais baratas, mas nem sempre elas oferecem a proteção adequada. Além disso, a exposição direta ao sol pode fazer o celular superaquecer, afetando a bateria e o desempenho do aparelho. O técnico alerta sobre os riscos e as formas corretas de prevenção.

“A capinha que o pessoal vende como à prova d’água, ao longo do tempo, com o sol, vai ressecando. Com isso, podem surgir fissuras e, na hora em que você está emergindo o celular, ele acaba molhando. Muitas vezes, ela também esquenta o aparelho. Quando o celular já está ligado, o processador começa a trabalhar e esquenta. Com o sol e a capinha, acaba esquentando muito.”

Por isso, a orientação é usar a capinha apenas quando necessário:

“Utilizou, tirou da capinha e pode usar o aparelho normalmente. Porque, se ficar utilizando a capinha junto com o sol, vai acabar superaquecendo o aparelho e pode ocasionar algum tipo de problema no futuro.”


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