O Brasil se transformou em um país onde nada ou ninguém é realmente o que aparenta ser – ou o que deveria ser.
Quem ainda consegue se lembrar, nesta situação em que vivemos, para que serve um juiz – especialmente os da Suprema Corte? Serve hoje para qualquer coisa, como ser militante de uma corporação corrupta, sempre acusando ou se esquivando de alguma acusação. Tudo, menos julgar imparcialmente, o que era – lembram? – sua função em tempos passados.
Empresários? Todo mundo sabe que empresário que empreende e trabalha honestamente no Brasil está na roubada, não dá certo. Empresário que se dá bem – tipo Lulinhas ou JBS – é o que vive de trambicagem, de maracutaia política e propina. De industrial a pipoqueiro, não varia: a regra é a mesma.
Banqueiro, bancário? Aí está o exemplo máximo para mostrar que o negócio de banqueiro bem-sucedido é mesmo o de promover suruba, comprar e chantagear político, mandar quebrar dente de adversário e, em momentos mais românticos, chamar perereca de “peleleca”.
Jornalistas? A maioria plena já não consegue distinguir jornalismo de publicidade, ou propaganda paga de editorial, coisa que os verdadeiros sabiam fazer muito bem. São apenas marketeiros camuflados.
Exército? Depois do 8 de janeiro de 2023, nem eles mesmos sabem para que servem – ou a quem. Defesa da pátria virou defesa de carreira e vassalagem a quem paga o soldo.
Restam os gloriosos políticos brasileiros, o congressinho, os de esquerda, direita, centro e de ladinho: a maioria não serve para nada, só para fingir de morto – como fizeram durante anos, enquanto o país desmoronava e um presidiário assumia a presidência – ou aprovar de madrugada aumento do próprio salário. Sua função original – a de representar o povo que o elegeu – ficou lá para trás, num manual qualquer, esquecido em alguma gaveta.
Polícia: um assunto delicado. Enquanto alguns lutam bravamente para manter honrada e coerente a instituição policial – para ser justo – outros oscilam, ao sabor do vento que sopra.
Não resta nada ou quase nada. Além dos bombeiros, claro, grandes profissionais, só existe no Brasil uma única instituição com credibilidade, em que todos acreditam e que, durante décadas, jamais se afastou um milímetro sequer de seus objetivos: a Corrupção.
Não precisa nem fazer enquete ou pesquisa, é fato: a Corrupção é a instituição mais real e confiável do Brasil.
