Datena e Marçal surpreendem e fazem acordo judicial após episódio da cadeirada

O Tribunal de Justiça de São Paulo homologou um acordo entre o apresentador José Luiz Datena e o empresário Pablo Marçal. O entendimento encerra os processos judiciais decorrentes da agressão física ocorrida durante um debate eleitoral em 2024. A homologação aconteceu na sexta-feira (27/2).

Os termos do acordo não foram divulgados. As condições estabelecidas permanecem confidenciais entre os envolvidos.

Os processos arquivados referem-se ao incidente de setembro de 2024. Datena agrediu Marçal com uma cadeira durante debate transmitido ao vivo pela TV Cultura. O episódio aconteceu após uma sequência de acusações trocadas entre os candidatos. A agressão interrompeu a transmissão e resultou na expulsão do apresentador do evento.

Marçal havia ingressado com ação judicial solicitando indenização por danos morais no valor aproximado de 100 mil reais. Na petição, o empresário argumentou que a agressão representou violação de seus direitos de personalidade, “atingindo sua honra, imagem e integridade física e moral”.

Datena também havia movido processo contra Marçal. O apresentador buscava reparação por ofensas e insinuações proferidas durante a campanha eleitoral. Entre as acusações mencionadas, constavam referências a um processo anterior envolvendo alegações de assédio. Decisões anteriores já haviam rejeitado parte das solicitações apresentadas pelo apresentador.

Com a homologação judicial do acordo, todos os processos vinculados ao episódio foram arquivados. As partes encerraram oficialmente os litígios. O arquivamento finaliza a disputa que se arrastava na Justiça desde o ano passado.

O incidente ocorreu no dia 15 de setembro de 2024, durante debate eleitoral televisionado. Minutos antes de Datena arremessar a cadeira contra Marçal, o influenciador utilizou o termo “Jack” para se referir ao apresentador. A expressão é utilizada em presídios para designar detentos acusados de crimes sexuais.

A provocação de Marçal fazia referência a acusações feitas pela jornalista Bruna Drews contra Datena. Drews havia trabalhado como repórter no programa comandado pelo apresentador. A jornalista ingressou na Justiça com denúncia de assédio sexual. O caso foi arquivado após determinação judicial de que ela havia perdido o prazo legal para apresentar a representação.

Datena reagiu fisicamente após a provocação. A transmissão do debate foi imediatamente interrompida. Marçal recebeu atendimento médico em um hospital na capital paulista após a agressão. O episódio ganhou ampla cobertura nos veículos de comunicação.

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