Na manhã desta sexta‑feira (16), o Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Serpens, que resultou na prisão de uma delegada de polícia recém‑empossada.
A suspeita contra a delegada é grave: teria vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Identificada como Layla Lima Ayub, ela se descrevia nas redes sociais como delegada da Polícia Civil de São Paulo, ex‑advogada criminalista e ex‑policial militar do Espírito Santo. Layla tomou posse no cargo em 19 de dezembro do ano passado, juntamente com 523 novos delegados.
Segundo o MP, a delegada mantinha relação pessoal e profissional com membros da facção criminosa e exercia, de forma irregular, a função de advogada em audiências de custódia de presos ligados ao PCC, após já ter assumido a delegacia.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de São Paulo e Marabá. Além da delegada, um integrante do PCC que estava em liberdade condicional foi também detido, alvo de mandado de prisão temporária.
