Félix Mendonça Jr. é deputado federal desde 2010. Foi líder da bancada do PDT na Câmara dos Deputados entre 2014 e 2015. Nasceu em Itabuna, no sul da Bahia, e graduou‑se em administração pela UFBA (Universidade Federal da Bahia).

De acordo com a investigação da Polícia Federal, o parlamentar participou ativamente de um esquema de desvio de emendas parlamentares. Utilizava o então secretário parlamentar Marcelo Chaves para negociar a destinação de recursos a municípios baianos, exigia pagamentos ilícitos a prefeitos beneficiados e cuidava da logística de repasse de propinas. A apuração indica que recebeu propina, direta e indiretamente, em razão da alocação de emendas a, no mínimo, três municípios do estado da Bahia.
Félix já havia sido citado na quarta fase da Operação Overclean, quando seu assessor Marcelo Chaves foi alvo da operação. Na ocasião, o sigilo telefônico do deputado foi quebrado por ordem do ministro Kassio Nunes Marques.
Em Salvador, o mandado de busca e apreensão foi cumprido no edifício Mansão Windberger, localizado no Corredor da Vitória, bairro que figura entre os de maior valorização da capital baiana. O condomínio de luxo oferece vista para a Baía de Todos‑os‑Santos, píer com acesso ao mar, ancoradouro para barcos e teleférico; os apartamentos podem chegar a 993 m² e custar mais de R$ 55 milhões. Entre os moradores estão o cantor Bell Marques e o jogador de futebol Everton Ribeiro, do Bahia.
Félix Mendonça Jr. é filho do ex‑deputado federal Félix Mendonça, que morreu de Covid‑19 em 2020, aos 92 anos, em Salvador.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Félix declarou R$ 3 milhões em bens nas eleições de 2022. Entre os bens declarados estão uma casa na Praia do Forte, no litoral norte da Bahia, avaliada em R$ 660 mil, e uma embarcação avaliada em R$ 200 mil.
