Novas informações revelam que a prisão preventiva do ex‑assessor Filipe Martins foi consequência de um e‑mail enviado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Conforme noticiado pela CNN Brasil, a mensagem encaminhada à Corte continha uma captura de tela das buscas realizadas no LinkedIn, na qual aparecia o perfil de Filipe Martins.
O remetente do e‑mail questionou se Martins não estava impedido de acessar as redes sociais.
A defesa do ex‑assessor nega que ele tenha acessado a plataforma, alegando que tal ato violaria medida cautelar imposta pela Suprema Corte, e afirma que o suposto acesso teria sido realizado por alguém da equipe que o assessorava na Casa Presidencial.
Martins foi preso nesta sexta‑feira (2) e encaminhado para uma prisão pública em Ponta Grossa, no Paraná, de acordo com a CNN.
A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou repúdio à censura promovida por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro sustenta que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que o ex‑parlamentar Eduardo Cunha seria o autor da publicação. A proibição, que já dura quase um ano, levanta dúvidas sobre o que se pretende ocultar.
Outros títulos parecem estar na mira da censura, entre eles “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que abordam a própria censura e acontecimentos incomuns dentro do STF.
