Segundo o imperador romano Júlio César (100 a.C. – 44 a.C.), não basta que a mulher de César seja honesta; ela deve parecer honesta. O autor afirma que o ministro do STF Dias Toffoli não parece honesto, citando evidências ligadas ao caso Master e ao empreendimento Tayayá Aqua Resort, e conclui que não há dúvida de que ele está longe de ser confiável.
Se Toffoli vivesse na China – regime que, segundo o ministro Gilmar Mendes, seria admirado por alguns membros do STF – ele já teria sido executado, com a família arcando com as despesas. No Brasil, ele permanece livre e, segundo o texto, continua defendendo interesses criminosos da vida nacional. Tristes tempos nos trópicos.
O autor sustenta que Dias Toffoli tornou‑se ministro do STF por meio da influência de Luiz Inácio Lula da Silva, para quem trabalhou exclusivamente. Foi advogado do PT, assessor jurídico de José Dirceu até a cassação deste na Câmara dos Deputados e chefe da AGU durante o governo Lula, antes de receber a chamada “sinecura” no STF.
O objetivo principal do texto é apresentar um vídeo que, segundo o autor, todo brasileiro consciente deveria assistir, ouvir, gravar na memória e arquivar. O vídeo trata da sabatina de Toffoli no Senado, que ele descreve como irresponsável, medíocre e comprometida com a liberação de emendas parlamentares – prática que, segundo ele, beneficia senadores sem caráter, sem escrúpulos e sem vergonha. Faz exceção ao então senador Álvaro Dias, que teria colocado Toffoli em uma “fossa intelectual”.
Durante a sabatina, Toffoli teria demonstrado mau caráter e incompetência para o cargo que, segundo o autor, foi oferecido como pagamento pelos serviços prestados ao PT. Em resposta a Álvaro Dias, que apontou a suposta miséria de seu currículo acadêmico, Toffoli afirmou que sua vocação sempre foi a advocacia. Ninguém contestou essa afirmação.
O autor critica a falta de “follow‑up” nas entrevistas brasileiras, sugerindo que Álvaro Dias poderia ter perguntado: “Se sua vocação sempre foi a advocacia, por que, então, fez dois concursos para juiz de direito?”. Para ele, essa simples pergunta já exporia a falsidade de Toffoli.
Segundo o texto, Toffoli nunca escreveu obra jurídica (artigo, livro, dissertação ou tese). Sem obra nem grau de doutor, o autor argumenta que não há como comprovar o “notável saber jurídico” exigido pela Constituição. Além disso, Toffoli teria sido reprovado em dois concursos para juiz de direito, o que, segundo o autor, indica formação jurídica inferior à dos aprovados.
As duas reprovações, de acordo com o autor, constituem insulto aos candidatos que foram aprovados, que agora teriam que se submeter a um superior que não passou nos mesmos exames. Essa situação seria, para ele, um escândalo, desrespeito ao Judiciário, à Constituição e ao povo brasileiro.
Toffoli foi condenado, em primeira instância, em dois processos que tramitam na Justiça do Amapá. O autor afirma que isso elimina a certeza sobre sua integridade moral, até que haja eventual absolvição. Conclui que a indicação de Lula não se baseou em notável saber jurídico nem em garantia de moral ilibada.
O autor ainda aponta que a suposta farsa da sabatina de Toffoli se repete a cada indicação do PT ao STF, citando as aprovações de Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Luiz Roberto Barroso e Edson Fachin, e argumenta que não surpreende a corte estar hoje atolada em escândalos.
Por fim, o texto convida o leitor a assistir a outro vídeo e prestar atenção especial à fala de Ana Paula Henkel, que, segundo o autor, demonstra a diferença entre a situação no Brasil e nos Estados Unidos.
