A diretora-geral do Supremo Tribunal Federal (STF), Desdêmona Tenório de Brito Toledo Arruda, respondeu nesta quarta-feira (25) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sobre o número funcional da Corte usado para conversar com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Na resposta, a diretora-geral alegou que somente o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, poderia fornecer os esclarecimentos solicitados. Além disso, argumentou que o requerimento elaborado pela comissão precisa de melhor “delimitação de sua finalidade e alcance”.
“Pede-se licença para consignar que a adequada apreciação da solução formulada demanda melhor delimitação de sua finalidade e alcance, porquanto, a depender do objeto visado por esta comissão, poderá a matéria não se inserir nas atribuições desta diretoria-geral, hipótese em que sua apreciação deverá ser submetida à Presidência desta Suprema Corte”, diz um trecho da resposta.
O caso envolve a utilização de um número funcional do STF pelo banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por envolvimento em um esquema de fraudes bilionárias no INSS. A CPMI busca esclarecer como e por que Vorcaro tinha acesso a uma linha telefônica institucional da mais alta corte do país.
A resposta evasiva da diretora-geral do STF demonstra a tentativa de blindar informações sensíveis sobre possíveis vínculos entre a cúpula do Judiciário e personagens envolvidos em escândalos de corrupção. Ao empurrar a responsabilidade para o presidente Fachin, a administração do Supremo ganha tempo e dificulta o andamento das investigações parlamentares.
