Donald Trump enviou um recado ao mundo: não há espaço para conversas que ameacem a democracia. Quem transgredir a ordem constitucional acabará pagando, ainda que a justiça demore a chegar.
Um dos principais motivadores da postura de Trump foi o acúmulo de denúncias contra Nicolás Maduro, apresentadas à Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH), órgão vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA).
A mesma comissão vem recebendo, há anos, denúncias referentes ao que ocorre no Brasil. Recentemente, a CIDH manifestou forte protesto contra a censura imposta pelo ministro Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o leitor ao erro ao criar a falsa impressão de que o ex‑parlamentar Eduardo Cunha seria o autor, mas a censura permanece há quase um ano, sem explicação clara.
Outros títulos também podem estar sob risco de censura. Entre eles, destacam‑se “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que abordam a própria censura e os acontecimentos incomuns dentro do Supremo Tribunal Federal.
