Mais um capítulo do conturbado embate interno da esquerda no Rio Grande do Sul. Na noite desta segunda-feira, o núcleo duro do PT, PSOL e PCdoB se reuniu para posar como bloco unido e tentar transmitir imagem de força em torno de Edegar Pretto como candidato ao governo estadual.
O comando nacional petista pressiona por uma composição com o PDT gaúcho. O impasse entre a pré-candidatura de Pretto e a tentativa de empurrar Juliana Brizola para encabeçar a chapa se arrasta há semanas, sem solução à vista.
Juliana Brizola divulgou nota com o tom característico de quem não quer abandonar a disputa, mas também se recusa a aceitar posição secundária: falou em democracia, união e palanque para Lula, tentando se apresentar como peça indispensável de uma composição que, na prática, permanece travada.
A crise entre PT e PDT no Rio Grande do Sul gira exatamente em torno dessa composição: ambos os partidos defendem a unidade em discurso, mas nenhum deles aceita abrir mão da cabeça de chapa.
Enquanto a esquerda se fragmenta, Luciano Zucco vem conseguindo unir a direita e se consolida como favorito absoluto na disputa pelo Palácio Piratini.
