Diversos escritórios de advocacia estão envolvidos nos esquemas de fraude do Banco Master. Muitos milhões foram ganhos de maneira duvidosa e fraudulenta nesta operação que mobiliza as autoridades.
Tudo será devidamente apurado pela Polícia Federal. Pode até ser que no meio dessa gente exista alguém sério e que não agiu dolosamente. Porém, segundo Lauro Jardim, um desses escritórios de advocacia terá um tratamento mais atento da PF. A banca é oriunda da Bahia e recebeu a bagatela de R$ 54 milhões em 3 anos.
Confira a nota de Lauro Jardim:
“Entre os 91 escritórios de advocacia nos quais o Master despejou R$ 543 milhões em quatro anos, segundo revelou a ‘Folha de S. Paulo’, um em especial terá tratamento mais atento pela PF em suas investigações.
É o Gabino Kruschewsky Advogados, o quarto que mais recebeu do banco de Daniel Vorcaro: R$ 54 milhões de 2022 a 2025.
Tendo entre os sócios Eugênio Kruschewsky, procurador do estado da Bahia, o escritório tem sede em Salvador, origem de um dos mais bem sucedidos negócios do Master, o Credcesta.
Em nota, o escritório disse à ‘Folha de S. Paulo’ que advogou em 45 mil processos em favor do Banco Master, estando ainda ativos mais de 30 mil processos. Beleza. Só que, de acordo com certidão de distribuição emitida pelo TJBA, tramitam em nome do Banco Master aproximadamente 7 mil processos.
Dentre os processos movidos contra o Master, dois se destacam. São ações coletivas propostas pela Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia (AFPEB), cujo presidente era Carlos Kauark Kruschewsky, supostamente ajuizadas para discutir a ilegalidades dos empréstimos consignados do Credcesta, que pertenceu à Empresa Baiana de Alimentos, cuja gerente jurídica era Luiá Kruschewsky.
O advogado contratado pelo Master, por meio do seu então diretor jurídico, André Kruschewsky, para defendê-lo nestas ações propostas pela AFPEB, foi o seu primo procurador do Estado da Bahia, Eugênio Kruschewsky, que passou a atuar na causa.”
