Esquerdistas afirmam que a jornalista Malu Gaspar teria recuado em relação ao ministro Alexandre de Moraes.
O advogado Enio Viterbo analisou o caso e explicou, de forma detalhada, que não há mudança de versão que contrarie a fala original da jornalista.
… isso vem de uma matéria da Revista Fórum, de esquerda e lulista, que afirma que Malu Gaspar recuou porque publicou, nesta segunda‑feira, uma ‘correção’ na matéria.
Malu Gaspar, na coluna de hoje, disse: “Ao ser informado por Galípolo de que o BC havia descoberto as fraudes, Moraes recuou e disse que tudo precisava ser investigado”.
A esquerda está dizendo que Malu Gaspar mudou a versão porque, antes, ela não tinha dito que, ao ser informado das fraudes, Moraes quis que o caso fosse investigado.
Segundo Viterbo, (1) isso não contradiz o que a jornalista afirmou inicialmente; (2) não há diferença relevante.
No artigo original, Malu Gaspar escreveu: “Galípolo, então, respondeu a Moraes que os técnicos do BC tinham descoberto as fraudes no repasse de R$ 12,2 bilhões em créditos do Master para o BRB. Diante da informação, segundo os relatos, o ministro teria reconhecido que, se a fraude ficasse comprovada, o negócio não teria mesmo como ser aprovado”.
Não há pedido de investigação nem impedimento de investigação por parte de Moraes no texto.
Se a conversa existiu, o crime de advocacia administrativa foi cometido. Não interessa o que Galípolo respondeu nem o que Moraes disse em réplica, nem se ele pediu investigação: o crime é formal e independe do resultado.
Isso significa que, caso a conversa tenha ocorrido, Moraes poderia ter solicitado investigação ao BC, ao FBI, à KGB etc., sem que isso altere a caracterização do crime.

