A apreensão do celular de Daniel Vorcaro é um dos pontos mais sensíveis das investigações conduzidas pela Polícia Federal e tem gerado inquietação nos bastidores do poder em Brasília.
Segundo relatos internos, a preocupação não se limita ao aspecto econômico do caso. O receio em Brasília decorre da possibilidade de que o aparelho contenha gravações de conversas, mensagens e áudios envolvendo autoridades dos três Poderes, inclusive políticos influentes e membros do Judiciário.
Fontes ouvidas pela imprensa classificam o conteúdo potencial do celular como altamente sensível, capaz de expor relações informais, pressões políticas, pedidos de apoio e articulações de bastidor que raramente chegam ao público.
O jornalista Alexandre Pitolli comparou o caso ao do ex‑senador Mauro Cid. No caso de Cid, o sigilo foi rompido em poucas horas, com mensagens vazadas, delação premiada e prisões em massa. Já no caso de Vorcaro, a senha foi recusada, o sigilo foi mantido, supostamente por decisão de Toffoli, e há um contrato de R$ 129 milhões com a esposa de Moraes, sem que ninguém intervenha. Duas medidas, uma “justiça” só.
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