O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça a inclusão de Alberto Toshio Murakami, ex‑fiscal da Secretaria da Fazenda estadual, na lista vermelha da Interpol. O pedido foi apresentado nesta sexta‑feira (6) e tem como objetivo localizar e prender o ex‑servidor que se encontra foragido. A promotoria também requereu a prisão de Murakami, que teria deixado o Brasil e estaria morando em uma casa avaliada em US$ 1,3 milhão (cerca de R$ 6,9 milhões) no estado de Maryland, nos Estados Unidos.
De acordo com a denúncia do Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec), Murakami atuou como agente fiscal de rendas de SP entre 2021 e 2025, período em que teria recebido propina para beneficiar a rede Ultrafarma na análise e aprovação de pedidos de ressarcimento de créditos de ICMS‑ST. O esquema resultou em aproximadamente R$ 327 milhões em restituições indevidas para a empresa do empresário Sidney Oliveira.
As investigações apontam que Murakami e outro fiscal da Secretaria da Fazenda, Artur Gomes da Silva, “faziam vista grossa” e colaboravam na aprovação de restituições de ICMS sobre estoques fictícios, em troca de propina. O ex‑fiscal aposentou‑se em janeiro de 2025, o que, segundo os promotores, eleva o risco de fuga definitiva.
O Ministério Público de São Paulo denunciou oito pessoas por participação no esquema de fraudes fiscais na Secretaria da Fazenda. Entre os denunciados estão Sidney Oliveira, proprietário da Ultrafarma, os fiscais Alberto Toshio Murakami e Artur Gomes da Silva, além de funcionários da referida empresa farmacêutica.
