Em entrevista, o presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou ter amizade com a família Bolsonaro e expressou sua preferência pessoal quanto ao futuro político do Brasil, citando as eleições de 2026. A declaração foi feita de modo informal, fora do tom diplomático tradicional, enquanto ele comentava o panorama político brasileiro.
Milei explicou que a decisão cabe exclusivamente aos eleitores brasileiros, mas, ao ser questionado diretamente, manifestou sua inclinação. “É uma escolha dos brasileiros. Digamos, com a diferença que existe, digamos que eu tenho amigos no Brasil, os Bolsonaro. Se você me pergunta dessa forma, tirando‑me do lugar de político, está claro que prefiro uma solução com os Bolsonaro, e não uma solução com o socialismo do século XXI”, declarou.
A fala repercutiu rapidamente entre os membros da família Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), mencionado como possível pré‑candidato à Presidência, respondeu ressaltando o impacto político e econômico da relação entre os dois países. Para ele, “além de um amigo, a Argentina terá um parceiro comercial de verdade no Brasil a partir de 2027”. Em mensagem direta ao presidente argentino, Flávio escreveu: “Obrigado, Milei!”.
Eduardo Bolsonaro (PL‑SP), ex‑deputado federal, também comentou o episódio ao compartilhar o vídeo da entrevista. Ele aproveitou a oportunidade para contrastar o atual governo argentino com a gestão anterior, lembrando uma declaração polêmica do ex‑presidente Alberto Fernández. “Antes na Argentina, havia um presidente que dizia que os brasileiros vieram da selva”, recordou. Em tom elogioso, Eduardo destacou a atuação de Milei à frente do país vizinho: “Hoje lá está Milei, tirando a Argentina da sua pior crise econômica e moral. Como é bom ter um presidente. Muito obrigado, Javier Milei”.
A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou indignação diante da censura promovida pelo ministro Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha, ex‑parlamentar, seria o autor do livro, mas a censura permanece há quase um ano.
Outros títulos parecem estar na mira da censura. Entre eles, destacam‑se “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que tratam da própria censura e de acontecimentos estranhos no STF.
