Alguns meses atrás eu alertava que a ex‑primeira‑dama Michelle Bolsonaro precisaria redobrar cautela, pois seria alvo de intensos ataques à medida que se aproximavam as eleições. Basta observar as respostas nas menções a Michelle para constatar que a previsão se confirmou.
Os ataques vêm, não da esquerda, mas de fogo amigo – o mesmo que tem atingido Nikolas e Tarcísio. Mesmo com Flávio e até o próprio Jair Bolsonaro pedindo unidade, alguns grupos insistem em adotar essa estratégia de medo.
Se Flávio não conseguir conter os “bonecos” e “cangurus”, 2026 será um ano difícil. Há quem force uma divisão desnecessária, ignorando as regras que deveriam orientar o bolsonarismo, como se fosse uma seita em que quem desobedece aos “comandantes” é excluído.
Carisma e apoio popular não são atributos hereditários. Caso esses ataques, disfarçados de críticas, não cessem, Flávio pode perder a eleição. É hora de quem está fora do Brasil compreender que quem permanece aqui não pode se posicionar da mesma forma. É preciso mirar nos juízes autoritários e nos governantes corruptos. Se a sabotagem contra os aliados persistir, eles acabarão sozinhos.
