É amplamente divulgado que o ministro Dias Toffoli foi reprovado em duas oportunidades nos concursos para juiz federal. O fato é correto.
Entretanto, a trajetória intelectual do magistrado está intimamente ligada ao Partido dos Trabalhadores, revelando uma formação predominantemente política e desprovida de conteúdo acadêmico tradicional. Saulo Godoy, consultor financeiro, trouxe à luz os principais marcos da carreira de Toffoli:
- 1993‑1994 (25 a 26 anos) – Consultor Jurídico da CUT;
- 1994 (27 anos) – Assessor do deputado Arlindo Chinaglia (PT);
- 1995‑2000 (27 a 33 anos) – Assessor jurídico do PT na Câmara dos Deputados.
Aspectos relevantes do contexto:
- Não seguiu a carreira acadêmica convencional; nunca foi professor universitário nem produziu obra jurídica de destaque.
- Foi reprovado duas vezes no concurso para juiz federal antes de alcançar cargos de maior relevância.
A virada institucional ocorreu mais tarde, quando assumiu posições de destaque:
- Advogado‑Geral da União (2007‑2009);
- Ministro do Supremo Tribunal Federal, indicado por Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de 2009.
Como costumava dizer meu avô: “A fruta não cai longe do pé”.
