O procurador-geral da República, Paulo Gonet, declarou que não há, até o momento, elementos suficientes para abrir uma investigação contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) citados no escândalo envolvendo o Banco Master. Na avaliação de Gonet, o material conhecido até agora não apresenta base concreta que justifique uma ação formal.
“Investigação pressupõe indício de crime”, afirmou Gonet.
O ministro Dias Toffoli foi sócio dos irmãos em uma empresa que negociou cotas de um resort no interior do Paraná com o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro do esquema de fraudes financeiras.
Alexandre de Moraes, por sua vez, está ligado ao caso por causa de um contrato de R$ 129 milhões do escritório da esposa, Viviane Barci, com o banco.
Toffoli já teve apontadas inúmeras ligações com o caso, além de apurações terem revelado fatos estranhos envolvendo os negócios com seus irmãos. Não bastasse isso, Toffoli viajou a Lima, no Peru, acompanhado de um advogado de um dos envolvidos no caso Master para assistir à final da Copa Libertadores da América.
O caso provocou um profundo desgaste político e institucional dentro do Supremo, ampliando o clima de tensão entre ministros e a opinião pública. Por causa disso, Toffoli deixou a relatoria do processo e se declarou suspeito ao julgar o mandado de prisão preventiva de Vorcaro determinado pelo ministro André Mendonça, que assumiu o comando do caso na Corte.
Moraes, por outro lado, simplesmente não comenta o assunto envolvendo a participação de sua mulher como advogada do Banco Master, com honorários que não condizem com os serviços atinentes à advocacia. Todavia, ainda não apareceu ninguém para dar 48 horas de prazo para Moraes se justificar.
