Na sexta‑feira, 6, funcionários da Televisão dos Trabalhadores (TVT) iniciaram greve na sede da empresa, situada na Avenida Paulista, em São Paulo. A emissora, que costuma cobrir paralisações do ponto de vista dos grevistas, contratou freelancers para manter a grade de programação no ar.
A TVT é financiada pelos sindicatos dos Bancários de São Paulo e dos Metalúrgicos do ABC.
Os grevistas exigem o reajuste do Vale‑Refeição (VR) para R$ 35, bem como o pagamento do benefício durante as férias, alegando que o valor atual não permite alimentação adequada nas imediações da Paulista. A direção afirma que já chegou a R$ 34 e que não tem condições de pagar o VR nas férias.
O estopim da greve não está ligado diretamente a questões financeiras. Os trabalhadores solicitaram estabilidade de quatro anos para um representante da empresa em causas trabalhistas, medida que, segundo eles, garantiria transparência e impediria demissões arbitrárias.
A empresa respondeu que já conta com uma funcionária com estabilidade, por ser dirigente do sindicato dos jornalistas, e que não seria possível conceder o mesmo benefício a outro empregado.
O presidente da TVT, Maurício Júnior, recordou que, em anos anteriores, os trabalhadores criaram um comitê, organizaram‑se junto ao sindicato, apresentaram demandas à direção sem estabilidade e “nunca ninguém foi prejudicado por conta disso”.
A TVT possui 43 funcionários contratados sob o regime CLT e 15 prestadores de serviços como pessoa jurídica. Os grevistas contestam a contratação de freelancers para manter a emissora no ar, questionando: “Tem dinheiro para freela, mas não para pagar o nosso VR?”.
“Tem dinheiro para freela, mas não para pagar o nosso VR?”, questionam.
