O homem que encontrou o passaporte de Eliza Samudio em um apartamento em Portugal concedeu entrevista ao portal LeoDias, afirmando que prefere não revelar a identidade da proprietária do imóvel onde o documento foi localizado.
Identificado apenas como José, ele lançou a pergunta que considera central para o esclarecimento do caso:
“Quem seria capaz de entrar no país com o passaporte de uma pessoa que está morta?”.
José alertou que conclusões precipitadas podem ser injustas e prejudicar terceiros, defendendo que a investigação seja conduzida exclusivamente pelas autoridades.
“Eu prefiro não falar nada, deixar para as autoridades investigarem para não ser injusto com ninguém. Posso estar falando alguma coisa que possa prejudicar alguém que não tem nada a ver. Prefiro que investiguem de fato como esse passaporte foi parar naquela casa, não posso afirmar nada”.
Ele também demonstrou preocupação com o impacto da notícia sobre a família de Eliza, citando a mãe, Sonia Moura, e o filho, Bruninho.
José lembrou que Luiz Henrique Romão (Macarrão), Marcos Aparecido dos Santos (Bola), Jorge Luiz Rosa, primo de Bruno, e o ex‑goleiro Bruno Souza já confessaram envolvimento direto ou conhecimento do sequestro e da morte da jovem, embora ainda circulem teorias que sugerem que Eliza poderia estar viva.
Na avaliação de José, o uso de um passaporte de pessoa oficialmente declarada morta levantaria suspeitas graves.
“No meu ponto de vista, sabendo que eu não teria coragem de entrar [em outro país] com o passaporte de alguém que morreu… Acredito que outra pessoa também não [entraria com o documento], a não ser que esteja envolvida nesse crime. (…) Não é possível que alguém vá entrar em Portugal com o passaporte de uma pessoa que sofreu um homicídio tão grande, no Brasil e no mundo, de um homicídio tão grave”.
