Paulo Cunha Bueno, advogado de Jair Bolsonaro, anunciou que, após as recentes intervenções cirúrgicas realizadas no presidente e diante do novo quadro de saúde identificado pela equipe médica – que destaca risco de agravamento por falta de cuidados adequados –, a defesa protocolou novo pedido de prisão domiciliar. O pedido se baseia tanto na atualização e piora do estado clínico quanto no precedente da recente concessão do mesmo benefício ao ex‑presidente Fernando Collor de Mello, mantido em casa por diagnóstico de apneia do sono.
O relatório médico, assinado pelos doutores Claudio Birolini e Leandro Echenique, conclui: “Considerando a idade do paciente e as comorbidades conhecidas e documentadas, salientamos que a não adoção das medidas recomendadas ou o agravamento das condições clínicas descritas pode acarretar risco de sérias complicações, incluindo pneumonia broncoaspirativa, insuficiência respiratória, acidente vascular cerebral, queda com traumatismos múltiplos – especialmente traumatismo crânio‑encefálico –, piora da insuficiência renal por desidratação ou hipertensão não controlada, crises hipertensivas, declínio funcional e outras condições imprevisíveis associadas às demais comorbidades relatadas.”
Diante desse cenário, a defesa aguarda que seja garantida a permanência do presidente Bolsonaro em sua residência, sob os cuidados que, segundo a equipe, não podem ser dispensados nas dependências da Polícia Federal.
A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou revolta contra a censura do livro “Diário da cadeia” feita pelo ministro Alexandre de Moraes. O magistrado alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o autor, mas a medida permanece em vigor há quase um ano.
Segundo a CIDH, outros títulos podem estar na mira da censura. Dois exemplos citados são “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que abordam a própria censura e acontecimentos controversos no Supremo Tribunal Federal.
