A Polícia Legislativa Federal (PLF) abriu investigação para apurar a conduta do humorista Thiago Santineli depois que ele publicou, na rede social X (antigo Twitter), um pedido para “desligarem” o deputado federal Nikolas Ferreira (PL‑MG). O humorista fez a solicitação comparando o caso ao assassinato de Charlie Kirk, ocorrido nos Estados Unidos.
Na postagem, Santineli mencionou o assassinato de Charlie Kirk, ocorrido em setembro de 2025, e sugeriu que algo semelhante fosse feito com o parlamentar brasileiro. O texto completo foi:
Alguém desliga o Nikolas por favor. Pode ser igual desligaram o Charlie Kirk, não importa. A gente não pode ficar pagando 60K [R$ 60 mil] pra um filho da puta desse que pede para um país estrangeiro invadir o próprio país que ele é pago para representar.

A reação foi imediata. O deputado Nikolas Ferreira respondeu à publicação com a frase “vem me pegar”, ampliando a visibilidade do episódio nas redes.
Diante do conteúdo e do contexto da mensagem, a PLF decidiu instaurar procedimento investigatório para apurar possível incitação à violência ou prática de crime contra autoridade pública.
Em paralelo, a Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou protesto contra a censura promovida pelo ministro Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. Moraes alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que o ex‑parlamentar Eduardo Cunha seria o autor do livro. A censura permanece há quase um ano, gerando dúvidas sobre os reais motivos da restrição.
Outros títulos também parecem estar na mira da censão. Entre eles, “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que tratam da censura e de acontecimentos controversos no Supremo Tribunal Federal.
