Identificado homem que baleou 2 membros da Guarda Nacional dos EUA. Trump culpa Biden

Um homem de 29 anos, vindo do Afeganistão, disparou contra dois guardas da Guarda Nacional dos EUA, ferindo-os gravemente. O tiroteio aconteceu nesta quarta‑feira (26), a poucos quarteirões da Casa Branca, numa zona turística perto da estação Farragut West e da Praça Farragut.

O New York Times apontou que o suspeito se chama Rahmanullah Lakanwal. Ele foi atingido durante a troca de tiros e agora está sob custódia dos EUA. Agiu sozinho, mirando guardas da Guarda Nacional da Virgínia Ocidental. Polícia disse que os dois guardas dispararam contra ele antes de serem acertados, e o atirador foi socorrido em maca.

Jeffery Carroll, vice‑chefe executivo da Polícia Metropolitana de Washington, contou ao New York Times que o homem apareceu de uma esquina, sacou a arma e começou a atirar nos militares.

Na noite de quarta‑feira, de seu clube Mar‑a‑Lago, na Flórida, o presidente Donald Trump chamou o ataque de “ato de terror”. “Foi um ato hediondo, de maldade e ódio”, disse Trump, chamando o agressor de “estrangeiro que veio do Afeganistão, um inferno na Terra”.

Trump usou a rede Truth Social para falar sobre o caso.

Ainda na Flórida, Trump chamou o atirador de “animal” e disse que ele pagará “o preço mais alto possível”. Também informou que o suspeito está gravemente ferido e que “pagará um preço muito alto”.

Trump acusou Biden de ser “um presidente desastroso, o pior da história do nosso país” e exigiu que o governo reveja a entrada de afegãos durante a gestão anterior. Ele reclamou dos “20 milhões de estrangeiros desconhecidos e não verificados” que, segundo ele, chegaram nos EUA sob Biden, chamando isso de “risco para a própria sobrevivência”.

O FBI disse que o suspeito é um homem do estado de Washington que chegou dos Afeganistão em 2021, segundo as autoridades.

O tiroteio ocorre enquanto há grande presença militar em Washington. Desde agosto, o governo federal enviou mais de 2 mil membros da Guarda Nacional para a capital, medida que Trump adotou para reforçar o combate ao crime.

Depois do tiroteio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, informou que Trump mandou enviar mais 500 soldados para melhorar a segurança em Washington. “Isso mostra nossa determinação de manter DC segura”, disse Hegseth. A medida vem enquanto há disputa judicial sobre a presença militar na capital.

Um juiz federal, na semana passada, bloqueou o envio de tropas para Washington, alegando violação da lei. Depois do tiroteio de quarta, o governo de Trump pediu que a decisão seja revisada.

O governador da Virgínia Ocidental, Patrick Morrisey, inicialmente disse que os dois militares tinham morrido, mas depois corrigiu, dizendo que há “relatos conflitantes” sobre o estado de saúde deles.

O FBI trabalha junto com autoridades estaduais e federais na investigação. O ponto do ataque, perto da estação Farragut West, já havia tido episódios de violência, de acordo com o New York Times.

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