Em democracias verdadeiras, não há imunidade à crítica nem à rejeição da opinião pública. Essa liberdade espontânea só se observa em casos de devoção popular extrema, como a reverência aos verdadeiros santos.
Entretanto, quem se sente incomodado com críticas e reivindica algum tipo de proteção deve lembrar que os santos praticam o bem em condições e proporções extraordinárias. Eles acumulam tesouros no céu, onde não os corroem as traças nem a ferrugem. Visitam os enfermos, em vez de lhes negar atenção. Visitam os presos, em vez de prender inocentes. Dão alimento a quem tem fome, em vez de se entregarem a banquetes. Amam a Deus acima de tudo e não se consideram deuses. Amam o próximo como a si mesmos e não se colocam acima dos demais. Não semeiam ódio, não geram trevas, não infundem temor.
Além disso, operam milagres, não desastres.
