Agências de espionagem norte-americanas repassaram ao presidente Donald Trump informações indicando que Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã, poderia ser homossexual. A revelação foi divulgada pelo jornal New York Post nesta segunda-feira (16).
Mojtaba Khamenei assumiu a liderança do país após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei. No Irã, relações homossexuais são proibidas por lei e podem resultar em pena de morte.
Segundo o New York Post, Trump recebeu o relatório de inteligência e “não conseguiu conter a surpresa e deu uma gargalhada” ao tomar conhecimento da possibilidade. As agências de espionagem dos Estados Unidos baseiam suas conclusões em informações coletadas sobre o comportamento e relacionamentos do líder iraniano.
Os serviços de inteligência americanos acreditam que Mojtaba Khamenei “mantinha um relacionamento sexual de longa data com seu tutor da infância”, conforme reportou o jornal. O líder supremo perdeu esposa e filho no ataque que eliminou Ali Khamenei.
Uma terceira fonte informou ao New York Post que os dados de inteligência apontam “que o caso extraconjugal era com uma pessoa que anteriormente trabalhava para a família Khamenei”.
De acordo com uma das fontes citadas pela publicação, Mojtaba Khamenei “fez investidas sexuais ‘agressivas’ a homens que cuidavam dele, possivelmente sob o efeito de medicamentos fortes”.
O New York Post escreveu que “as agências de espionagem dos EUA não possuem provas fotográficas da alegada atração sexual de Mojtaba Khamenei por homens, mas as fontes insistiram que a informação é sólida, com uma delas afirmando que foi ‘obtida de uma das fontes mais protegidas do governo'”.
Rumores sobre a orientação sexual de Mojtaba Khamenei circulavam no Irã desde maio de 2024. Naquele mês, o então presidente Ebrahim Raisi morreu em um acidente de helicóptero. Raisi era considerado o provável favorito de Ali Khamenei para assumir a posição de próximo líder supremo do país.
A legislação iraniana criminaliza relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. O código penal do país estabelece pena máxima de morte para tais atos.
A legislação iraniana permite que pessoas trans realizem cirurgias de mudança de sexo e alterem seus marcadores legais de gênero. Pessoas transgênero no Irã, embora tenham direitos legais para transição, continuam enfrentando violência, discriminação, rejeição social e assédio.
A Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos das Nações Unidas sobre o Irã divulgou relatório em março de 2025 sobre a situação dos direitos humanos no país. O documento abordou as condições enfrentadas por minorias sexuais e de gênero sob o regime iraniano.
