O Irã enfrenta a maior crise interna em décadas. Protestos massivos varrem o país, impulsionados pela profunda crise econômica e pela insatisfação popular com o regime teocrático dos aiatolás. O governo responde com repressão violenta, prisões em massa e quase bloqueio total da internet, a fim de conter a mobilização e o fluxo de informações.
No agravamento da situação, Teerã procurou o ex‑presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para abrir canais de diálogo. Esse gesto, incomum para um regime que historicamente considera Washington seu principal inimigo, evidencia a pressão que o governo enfrenta.
Analistas afirmam que a iniciativa não demonstra força, mas sim vulnerabilidade política e medo de maior isolamento, enquanto o regime tenta conter as revoltas internas e evitar uma escalada internacional. A questão que se impõe é se o Irã está apenas passando por mais uma onda de repressão ou se inicia o colapso do regime dos aiatolás.
