Todos os dias surge um fato novo que coloca a família Dias Toffoli em situação cada vez mais embaraçosa e inexplicável.
Neste domingo (25), foi revelado que o engenheiro eletricista José Eugênio Dias Toffoli assinou, em fevereiro de 2025, uma procuração que confere ao advogado Paulo Humberto Barbosa poderes para representar a Maridt Participações S/A nas reuniões que decidiram o futuro do resort Tayayá.
Segundo o site Metrópoles, a procuração foi assinada em 6 de fevereiro de 2025 e registrada no cartório de Marília (SP). No mesmo mês, Paulo Humberto Barbosa adquiriu as cotas que a família Toffoli detinha no Tayayá por meio da Maridt Participações, empresa que teria endereço de fachada. O negócio foi avaliado em R$ 3,5 milhões.
No documento, o irmão do ministro do STF concede ao advogado goiano a autorização para representar a Maridt nas reuniões de sócios das empresas DGEP Empreendimentos e Participações Ltda. e Tayayá Administração e Participações Ltda., permitindo-lhe “aceitar e assinar documentos necessários, deliberar sobre quaisquer assuntos de interesse, votar e ser votado, enfim, praticar todos os demais atos necessários” em nome da própria Maridt.
Vale lembrar que, conforme já divulgado, funcionários do Tayayá ainda tratam o ministro Dias Toffoli como proprietário do resort.
Desde dezembro de 2022, o magistrado passou pelo menos 168 dias no empreendimento. No final do ano passado, Toffoli organizou uma festa no local destinada a familiares e convidados; na ocasião, o resort já havia sido vendido ao advogado da J&F. O ministro também recebeu empresários como André Esteves, dono do BTG Pactual, e Luiz Pastore, do grupo metalúrgico Ibrame.
