Não há confirmação se o aiatolá Ali Khamenei foi um dos alvos dos ataques contra o Irã realizados neste sábado (28), mas “altas autoridades” foram alvejadas, segundo porta-voz das Forças Armadas de Israel.
As autoridades militares israelenses descrevem a operação atual como mais abrangente que ações anteriores.
A ação em curso difere dos ataques realizados por Israel e Estados Unidos contra o Irã em junho de 2025. Naquela ocasião, instalações nucleares iranianas foram alvejadas. Autoridades militares israelenses afirmam que a operação busca objetivos de maior alcance temporal.
O foco declarado inclui capacidades militares, estruturas terroristas e grupos aliados ao regime iraniano na região. A referência aos grupos aliados abrange o Hezbollah no Líbano, o Hamas em Gaza e os houthis no Iêmen.
O porta-voz israelense declarou:
“Na operação Linha Ascendente, conseguimos detê-los no limiar, impedindo que avançassem para um ponto perigoso demais. Agora, estamos operando para fazer uma mudança maior, que dure anos, para impedi-los de levar adiante seus planos. Estamos mirando suas capacidades militares, suas capacidades terroristas e os grupos aliados.”
As Forças Armadas de Israel justificaram a ofensiva apontando o crescimento acelerado do arsenal de mísseis iraniano. Dados de inteligência militar indicam expansão significativa na produção mensal de armamentos balísticos pelo Irã.
“Nossa inteligência identificou uma aceleração acentuada no programa de produção de mísseis do Irã, eles estão desenvolvendo dezenas de mísseis balísticos por mês e o ritmo de produção está cada vez mais rápido, chegando a milhares nos próximos anos”, informou o porta-voz militar.
O programa nuclear iraniano constitui a segunda motivação apresentada pelos militares israelenses para a operação.
“Esse regime perigoso está operando e agindo para ocultar e fortalecer seu programa nuclear para que possam voltar a avançá-lo, para que possam seguir em frente com ele novamente”, afirmou o porta-voz.
O Irã enriqueceu urânio a níveis superiores aos necessários para aplicações civis nos últimos anos, mas não existem indícios claros de que o país possua ou esteja próximo de desenvolver armas nucleares.
O porta-voz militar israelense destacou a cooperação entre Israel e Estados Unidos na execução dos ataques.
“Temos um nível de coordenação e cooperação sem precedentes. Duas nações lutando juntas contra um regime terrorista, lutando contra a principal força desestabilizadora da região”, declarou.
