O jornalismo fluminense perdeu nesta terça‑feira (30/12) um de seus profissionais mais conhecidos. Caio Álex morreu aos 52 anos, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.
A confirmação foi feita ao vivo pela Inter TV, afiliada da Rede Globo, emissora na qual ele atuava desde o final do ano passado.
Segundo informações, o jornalista havia sido internado no Hospital Santa Isabel após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) em meados de dezembro. Desde a internação, o estado de saúde de Caio foi tratado em reserva por decisão da família.

A Inter TV usou suas redes sociais para prestar homenagem ao repórter, destacando sua trajetória e o impacto de seu trabalho.
“É com imensa tristeza que nossa família Inter TV se despede hoje do repórter Caio Álex. Seu talento, dedicação e paixão pelo jornalismo deixaram uma marca que jamais será esquecida. Nossos sentimentos à família e amigos”.
Com carreira consolidada, Caio Álex trabalhou como jornalista, apresentador e repórter em importantes veículos. Passou pela Rádio Tupi, CNT, RedeTV!, Band e SBT. Na emissora de Silvio Santos, permaneceu cerca de oito anos e chegou a substituir Isabele Benito como apresentador interino.
No início deste ano, o jornalista já havia enfrentado um grave problema de saúde. Em fevereiro, sofreu um mal súbito, foi hospitalizado e ficou internado por mais de dois meses, período que exigiu cuidados intensivos e o afastamento das atividades profissionais.
A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) se revoltou com a censura imposta pelo ministro Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o autor, mas a medida permanece em vigor há quase um ano.
Outros títulos também parecem estar sob risco. Entre eles estão “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que abordam a censura e acontecimentos no STF.
