Recentemente, o site Metrópoles divulgou que Alexandre de Moraes visitou duas vezes o banqueiro Daniel Vorcaro em sua mansão. Moraes reagiu, negou e classificou a matéria como “criminosa”. O veículo manteve a denúncia e, na prática, tratou o magistrado como “mentiroso”. Depois, ele permaneceu em silêncio.
Surgiu, então, um novo episódio semelhante, desta vez envolvendo o jornalista Felipe Moura Brasil, do site O Antagonista.
Ele comentou três afirmações recentes feitas por Alexandre de Moraes:
1 – “O magistrado não pode fazer mais nada na vida.”
Felipe Moura Brasil respondeu:
“Moraes extrapola o ridículo. Ganha o teto do funcionalismo público, tem a caneta mais poderosa do país e se faz de coitado, vítima da vigilância de ‘má‑fé’ da sociedade.”
2 – “Passaram a demonizar palestras”.
O jornalista prosseguiu:
“Mentira. Criticam‑se participações e até organizações em eventos de lobby com empresários que têm processos no STF.”
3 – “O magistrado não pode ter ligação com o processo que julga.”
Felipe Moura Brasil detonou:
“E suas esposas e seus familiares advogados podem faturar fortunas com alvos de processos julgados por eles ou por seus colegas? Esse é o ponto.
E essa discussão vai além de suspeição ou impedimento em caso específico. Ela alcança suspeitas e hipóteses de tráfico de influência, lavagem de dinheiro, advocacia administrativa, exploração de prestígio, organização criminosa etc.
Da mesma forma, o debate moral ultrapassa o cumprimento das regras já existentes, sendo, ele próprio, a semente de aperfeiçoamentos legais capazes de enquadrar quem atua imoralmente nas brechas da legislação.
Acuado e avesso ao autoexame, Moraes se faz de sonso sobre a natureza das críticas ao Centrão do STF, foge à transparência e passa a recriminar jornalistas e demais cidadãos que defendem o Poder Judiciário contra as condutas impróprias dos atuais integrantes de sua cúpula.”
Moraes chegou a esbravejar ao falar sobre impedimento de juízes em ações com advogados da família, chamou a matéria de “criminosa” e, em seguida, manteve‑se em silêncio. O jornalista revelou o motivo (veja o vídeo).
