Um texto do jornalista Hugo Studart publicado em suas redes sociais retrata exatamente aquilo que Wagner Moura precisa saber para definitivamente acabar com o seu marketing oportunista e vulgar contra o regime militar.

Studart inicia lembrando que o regime militar durou de 1964 a 1984, ou seja, acabou há 42 anos, o dobro do tempo que perdurou.
O jornalista destaca que o regime autocrático, ou seja, a ditadura propriamente dita, durou de 1969 a 1975.
Em janeiro de 1976, com a morte do operário Manoel Fiel Filho e a demissão do comandante do II Exército, tem início a abertura. Lenta, gradual e segura, contudo, já não era mais ditadura.
Ou seja, a ditadura durou sete anos – o mesmo tempo do inquérito inconstitucional das Fake News – e terminou há 51 anos.
A democracia tem início com o governo de Sarney; a nova Carta Magna foi promulgada em 1989. Em conclusão, estamos longe da autocracia há 50 anos e na democracia plena há 40.
“Alguém aí indica um bom canal pornô para que Wagner Moura possa se masturbar com assuntos mais interessantes? Passou da hora dele voltar a fazer o que é bom: atuar!”, escreveu Studart.
O jornalista pontua que quando Wagner Moura nasceu, em 1976, já estávamos na abertura. Quando adolesceu, já era democracia. Quando entrou para a faculdade, era governo FHC. Pelo andar da carruagem, nunca leu um livro de história sobre o período, mas tão somente panfletos e palavras de ordem do Lindbergh Farias.
“Mais prudente deixar as críticas para quem de fato vivenciou a ditadura, foi preso, torturado e exilado, como Gabeira e Dirceu”, destacou.
“O resto, tal qual já dito, não passa de masturbação. Ou de marketing oportunista e vulgar”, concluiu Hugo Studart.
