O deputado federal José Guimarães (PT-CE) — em seu quinto mandato consecutivo — toma posse na terça-feira (14) como ministro da Secretaria de Relações Institucionais, substituindo Gleisi Hoffmann.
Com isso, ele abre mão do mandato de deputado federal e abandona a pré-candidatura ao Senado pelo Ceará. Praticamente desiste da carreira política.
Seu lugar na Câmara será ocupado pelo ex-senador Inácio Arruda (PCdoB) — primeiro suplente da Federação PT-PCdoB-PV no Ceará.
A troca revela o desespero do Planalto. Gleisi chegou em março de 2025 para resolver a articulação com o Congresso. Saiu 13 meses depois sem conseguir qualquer êxito. Agora Guimarães — que já era o articulador na Câmara — sobe um degrau para fazer o mesmo trabalho com outro título e maior sacrifício pessoal.
Os desafios que herda são os mesmos que afundaram Gleisi: fim da escala 6×1 — travada no Congresso. Regulamentação do trabalho por aplicativos — idem. Aprovação de Messias no STF — ameaçada. E emendas parlamentares — moeda de troca que o governo usa mal.
Um homem investigado por desvio de emendas vai gerenciar emendas parlamentares. Lula isolado a 61% de desaprovação nomeou seu articulador da Câmara para articular melhor — com o mesmo Congresso hostil.
