O jurista Amaury Saad, doutor e mestre em direito, autor de obras jurídicas, analisou a situação do ex‑ministro Ricardo Lewandowski e o seu suposto envolvimento com o Banco Master.
Em sua breve explanação, Saad declarou: “Vamos entender a coisa. Jacques Wagner divulgou nota dizendo que foi consultado pelo Master se conhecia um ‘bom jurista’, indicou Lewandowski e o banco adorou a indicação. Lewandowski confirmou, também em nota, que foi contratado pelo Master, e disse que abandonou todos os casos do seu escritório quando foi para o Ministério da Justiça. Mais: não negou que continuou recebendo dinheiro enquanto era ministro.”
Conjugando as duas notas, Saad concluiu que a contratação de Lewandowski foi “personalíssima”. O Banco Master teria buscado especificamente o “bom jurista” Lewandowski, e não os demais advogados de seu escritório. O pagamento teria continuado enquanto ele exercia a função de ministro, o que, segundo o jurista, indica prestação de serviço durante o mandato.
“Está tudo aí, confessado, incontroverso. É caso de cadeia”, afirmou Saad, indicando que o fato configura crime passível de prisão.
