O aiatolá Khamenei responsabilizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas mortes ocorridas na onda de protestos que assola o Irã e que vem sendo reprimida duramente pelas forças de segurança.
“Consideramos o presidente americano culpado pelas mortes, pelos danos e pelas acusações formuladas contra a nação iraniana”, disse Khamenei.
Os protestos refletem o inconformismo da população com o regime e com a profunda crise econômica que afeta o país. Comerciante s lideraram as manifestações, que em poucas semanas conquistaram amplo apoio da população, sobretudo de jovens e mulheres.
A atitude do aiatolá de confrontar diretamente o presidente Trump parece repetir o mesmo erro do tirano venezuelano, Nicolás Maduro.
Paralelamente, Washington anunciou uma série de novas sanções econômicas contra autoridades de segurança e bancárias do Irã, acusando-as de orquestrar repressão violenta contra protestos pacíficos e de lavar bilhões de dólares em receitas petrolíferas.
As sanções congelam quaisquer ativos nos Estados Unidos de pessoas e entidades designadas e proíbem americanos de realizar transações comerciais com elas. Instituições financeiras estrangeiras ficam sujeitas a sanções secundárias por realizarem operações com as entidades sancionadas.
Entre os alvos está Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, a quem Washington acusou de coordenar a repressão e de ordenar o uso da força contra os manifestantes. Quatro comandantes regionais das Forças da Ordem e da Guarda Revolucionária Iraniana, a espada e o escudo do regime, também foram sancionados por sua participação na repressão nas províncias de Lorestan e Fars.
As forças de segurança em Fars “assassinaram inúmeros manifestantes pacíficos”, e os hospitais estão “tão lotados de pacientes com ferimentos por arma de fogo que não conseguem admitir outro tipo de pacientes”, segundo comunicado de Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA.
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