A quatro dias do pleito presidencial, a candidata de direita Laura Fernández desponta como favorita para vencer já no primeiro turno na Costa Rica. A última pesquisa do CIEP, divulgada nesta quarta‑feira (28), mostra a postulante com 44 % das intenções de voto — acima dos 40 % necessários para liquidar a disputa na primeira rodada, algo que não ocorria desde 2010.
Com 39 anos e formação em ciência política, Fernández concorre pelo Partido Soberano do Povo (PPSO) e consolidou sua posição ao defender a continuidade das políticas adotadas pelo governo de Rodrigo Chaves. A boa avaliação do atual presidente tem impulsionado sua campanha.
O eixo central da plataforma de Fernández é a segurança pública. Ela defende medidas mais firmes contra o crime organizado, entre elas a possibilidade de decretar “estados de exceção” em áreas com forte presença do narcotráfico. A proposta encontrou respaldo em um eleitorado cansado da violência e em busca de respostas mais duras do Estado.
Enquanto isso, o campo anti‑governista se divide. Álvaro Ramos (PLN) e Claudia Dobles (Agenda Cidadã) somam apenas 9 % cada, seguidos por Ariel Robles (4 %) e um conjunto de outros 16 nomes que não saem da margem de erro. A fragmentação dificulta a construção de uma alternativa competitiva contra o avanço governista.
Indecisos ainda podem mudar o jogo
Apesar do cenário favorável, 26 % do eleitorado ainda não definiu o voto — percentual que pode alterar o desfecho final. Esse grupo é composto principalmente por jovens, mulheres e moradores de regiões costeiras, perfil que expressa desgaste com o sistema político tradicional.
Se esse contingente se mobilizar, há chance de segundo turno em 5 de abril. Se não, Fernández deve confirmar a vitória e consolidar uma guinada do país à direita.
