Há momentos na vida pública em que o debate político deixa de ser duro e passa a ser simplesmente abjeto. O episódio envolvendo Lindbergh Farias e Soraya Thronicke representa um desses casos em que a linha da decência foi não apenas cruzada, mas deliberadamente apagada.
Ao lançarem acusações gravíssimas contra o deputado Alfredo Gaspar em meio a um momento sensível de apuração política, o que se viu não foi busca por justiça, mas um movimento calculado para gerar caos, confusão e desviar o foco do que realmente importava: o indiciamento dos criminosos que roubaram aposentados e pensionistas do INSS.
As Faces do Mal, personificadas nas pessoas de Lindbergh e Soraya, demonstram a manipulação, a distorção da verdade e a ação deliberada para causar destruição moral. Não se trata de ficção, mas de uma realidade política que, por vezes, parece inspirada em roteiros de filmes de terror.
Quando a política se transforma em palco para acusações extremas e falsas usadas como instrumento tático, o que está em jogo não é apenas a reputação de indivíduos, mas a própria credibilidade das instituições. E o mais grave: a confiança da população, já tão desgastada.
Ações dessa natureza não elevam o debate, elas o rebaixam ao nível mais sombrio possível. E quando a verdade passa a ser tratada como mera peça de conveniência, abre-se espaço para algo ainda mais perigoso: a normalização do absurdo.
O Brasil não precisa de encenações dignas de terror psicológico. Precisa de responsabilidade, seriedade e, acima de tudo, compromisso com a verdade.
