A equipe de defesa do ex‑assessor presidencial Filipe Martins informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a conta do investigado no LinkedIn não registra nenhum acesso desde setembro de 2024.
Com base nessa informação, os advogados solicitaram a revogação da prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Conforme a petição apresentada à Corte, há registros fornecidos pela própria Microsoft que indicariam a inexistência de acessos à conta após a imposição das medidas cautelares.
Na semana anterior, ao responder a questionamento do ministro Alexandre de Moraes, a defesa já havia declarado que passou a administrar as redes sociais de Martins desde a sua prisão, ocorrida em fevereiro de 2024.
De acordo com os advogados, o último acesso à plataforma profissional teria sido realizado naquele período por um advogado contratado para atuar em processos envolvendo Filipe Martins nos Estados Unidos. A explicação complementa manifestação anterior enviada ao STF, na qual a defesa reconheceu o uso da conta, mas sem especificar a data exata.
O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva ao entender que houve descumprimento da proibição de utilização de redes sociais, ainda que de forma indireta ou por intermédio de terceiros. Essa restrição foi estabelecida em 26 de dezembro, quando a prisão foi convertida para o regime domiciliar.
Moraes proibiu a venda do livro “Diário da cadeia”, medida que gerou revolta na Organização dos Estados Americanos (OEA) e levou uma loja a decidir “queimar” o estoque antes que seja tarde.
