O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu nesta terça‑feira (13) o jurista Wellington César Lima e Silva para assumir o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, vaga deixada por Ricardo Lewandowski, que pediu exoneração na última sexta‑feira (9) alegando razões de ordem pessoal e familiar.
Atualmente advogado‑geral da Petrobras, Wellington César também é conhecido por sua passagem pela Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos da Presidência da República, cargo que exerceu de 2003 até meados de 2024.

Com bom relacionamento tanto com Lula quanto com lideranças do PT da Bahia, o futuro ministro já se encontra no Palácio do Planalto, à espera do presidente, que cumpre compromissos oficiais no Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados). A confirmação pública da nomeação deve ocorrer assim que Lula retornar ao Planalto.
Com a escolha, Wellington passa a ser o terceiro ministro da Justiça no atual mandato presidencial. Antes dele, a pasta foi comandada por Flávio Dino, entre janeiro de 2023 e fevereiro de 2024, e, posteriormente, por Ricardo Lewandowski.
A troca integra um processo mais amplo de rearranjos no primeiro escalão do governo: desde o início da gestão, já foram registradas quinze mudanças ministeriais, e novas alterações são esperadas ao longo do ano, especialmente por causa do calendário eleitoral.
Nos bastidores, a indicação foi construída com forte participação da ala petista baiana instalada no Palácio do Planalto. Entre os articuladores estão o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, todos defensores do nome de Wellington para a função.
Esta não é a primeira vez que Wellington César Lima e Silva assume a chefia da Justiça. Em 2016, durante o governo da ex‑presidenta Dilma Rousseff (PT), chegou a ocupar o cargo de forma interina, mas sua permanência foi curta, limitada a onze dias, após o Supremo Tribunal Federal decidir que era incompatível o acúmulo da função no Executivo com a atuação como procurador do Ministério Público da Bahia.
Mais recentemente, entre 2023 e 2024, Wellington comandou a Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, órgão estratégico responsável por assessorar diretamente o presidente da República e dar suporte técnico à tramitação de projetos de lei, medidas provisórias, vetos e sanções dentro do Poder Executivo.
