A médica de 65 anos, Marggie Orozco, da Venezuela, recebeu 30 anos de cadeia depois de mandar um áudio no WhatsApp criticando Nicolás Maduro e chamando a gente a votar nas eleições de julho de 2024. O juiz do 4º Tribunal de Juízo do Circuito Penal de Táchira assinou a decisão na sexta‑feira, 14.
O Clippve – Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos da Venezuela – publicou a notícia, e o ex‑governador de Táchira, César Pérez Vivas, confirmou. A ONG diz que Orozco foi acusada de traição à pátria, incitar o ódio e conspirar, num julgamento que, segundo eles, pisou na liberdade de expressão.
Ela foi presa em agosto de 2024, na cidade de San Juan de Colón, bem perto da fronteira com a Colômbia. Família e ativistas contam que a denúncia veio de uma membro dos CLAP, os Comitês Locais de Abastecimento e Produção, que são controlados pelo governo chavista.
Pérez Vivas escreveu no X que a decisão da juíza Luz Dary Moreno foi um ato perverso contra alguém com sérios problemas de saúde. Ele ainda contou que Orozco teve um infarto em setembro, ainda presa pela Polícia Nacional Bolivariana.
Vivas ainda lembra que a médica sofre de depressão crônica desde 2013, o que piora ainda mais sua condição.
Segundo o Foro Penal, hoje a Venezuela tem 882 presos políticos, entre civis e militares.
O que chamam de processo legal – denúncia, defesa e sentença – na verdade é pura censura. Não dá para negar: é perseguição.
É assim que as ditaduras agem: fingem seguir a lei só para criar uma aparência de legitimidade.
