Médicos brasileiros impedidos de inspecionar navio‑hospital militar chinês no Rio

O navio‑hospital militar chinês Silk Road Ark, da Marinha do Exército de Libertação Popular da China, atracou no Pier Mauá, no Rio de Janeiro. A embarcação de 180 metros chegou ao Brasil alegando prestar atendimentos médicos, mas recusou a inspeção do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ).

Médicos brasileiros denunciam que a embarcação impôs barreiras aos fiscais sanitários nacionais.

Francisco Cardoso, conselheiro federal pelo Estado de São Paulo, questionou a situação, afirmando: “O que um navio militar chinês está fazendo no Brasil? Por que tanto mistério? Por que a autoridade sanitária brasileira não pode simplesmente inspecionar um atendimento médico dentro do território nacional?”.

O episódio segue outro caso envolvendo um navio de guerra iraniano que foi colocado sob sigilo pelas autoridades brasileiras.

O médico Raphael Campos esteve no local e registrou a presença de militares chineses a bordo. Segundo seu relato, o acesso ao navio é restrito e há barreiras linguísticas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) declarou não ter competência para fiscalizar o navio, justificando que se trata de uma “operação militar”. Essa classificação levanta dúvidas sobre os protocolos sanitários que deveriam ser aplicados independentemente da origem da embarcação.

O Ministério da Defesa brasileiro não se manifestou oficialmente sobre a presença do navio chinês em águas territoriais, nem esclareceu qual seria o papel do ministro José Múcio diante da embarcação estrangeira operando em um porto nacional.

A presença do navio‑hospital chinês no Brasil insere‑se em um contexto mais amplo da atuação internacional da China. O país não está apenas “oferecendo saúde”, mas utiliza navios‑hospital como ferramenta de diplomacia médica para projetar influência, abrir mercados e testar cooperações em vacinas, produtos farmacêuticos e biotecnologia.

Imagem do navio‑hospital chinês

A jornalista Karina Michelin, em texto publicado nas redes sociais, escreveu: “Fica a questão central: que país soberano permite uma missão militar estrangeira atuar em seu território, prestar serviços à sua população e escapar de fiscalização sanitária e debate público? O silêncio das autoridades brasileiras é mais barulhento do que as sirenes desse navio.”

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