Ministra indicada por Lula é convocada pela CPMI para prestar esclarecimentos

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS passou a analisar a convocação da ministra Verônica Abdalla Sterman, integrante do Superior Tribunal Militar (STM). O pedido foi apresentado pelo senador Magno Malta (PL‑ES) e envolve informações financeiras que constam em relatórios enviados ao colegiado. Verônica foi indicada ao STM pelo presidente Lula e tomou posse no cargo em 1º de outubro de 2025.

De acordo com dados incluídos nos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) encaminhados à CPMI, o escritório de advocacia da ministra recebeu R$ 700 mil da empresa ACX ITC Serviços de Tecnologia S/A. A companhia é apontada como ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”.

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Os documentos elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicam que os repasses ocorreram entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025, período anterior à nomeação da magistrada para o STM. Ainda assim, o volume e a origem dos valores levantaram questionamentos no âmbito da investigação parlamentar.

No requerimento apresentado, Magno Malta sustenta existir uma “contradição factual” entre a versão de que se trataria de uma contratação “técnica e regular” e a “fria constatação documental de um vultoso recurso saindo de uma empresa que operava na penumbra”. Para o senador, mesmo não havendo coincidência temporal com a posse no tribunal, os fatos exigem esclarecimentos formais.

Segundo Malta, a convocação tem como objetivo permitir que a ministra detalhe a “natureza, extensão e regularidade” dos pagamentos recebidos por seu escritório. O parlamentar afirma que a CPMI precisa compreender o contexto das transações para avaliar eventual conflito ou irregularidade.

Em resposta, a ministra do STM declarou, por meio de nota, que o valor recebido corresponde à elaboração de três pareceres jurídicos sobre temas criminais relacionados à atuação da empresa contratante. Ela também afirmou que não tinha conhecimento de qualquer vínculo entre a ACX ITC e o Careca do INSS.

As suspeitas em torno da empresa, no entanto, foram aprofundadas pela Polícia Federal. Segundo a PF, a ACX ITC integrava o esquema de lavagem de dinheiro comandado por Antônio Carlos Camilo Antunes. As investigações apontam que a Arpar Participações e Empreendimentos, empresa ligada a Antunes, transferiu ao menos R$ 4,4 milhões para a ACX ITC.

De acordo com os investigadores, a Arpar funcionava como uma empresa de passagem, utilizada para ocultar a origem dos recursos e dificultar a identificação de seus beneficiários finais. Essas conexões reforçaram o interesse da CPMI em ouvir a ministra para esclarecer os repasses mencionados nos relatórios oficiais.


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