Afastado por decisão unânime dos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi está proibido de entrar no local de trabalho e perdeu benefícios como o uso de veículo oficial e demais prerrogativas inerentes ao exercício da função.
O afastamento ocorreu após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) receber duas denúncias de assédio sexual contra o ministro.
A primeira denunciante é uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro. A segunda acusação vem de uma funcionária do tribunal.
Segundo a juíza Ludmila Lin Grilo, o segundo caso abre “uma linha a ser puxada” nas investigações. Confira:
“Uma ex‑recepcionista do gabinete prestou depoimento ao CNJ, dizendo que já havia relatado sobre o assédio aos seus chefes em 2024. Eles teriam trocado seus horários de trabalho para evitar os problemas, mas nada mais foi feito.
Agora, apareceu então uma linha a ser puxada (diferentemente do caso de Camboriú): pode haver prova documental (mensagens dela para os chefes) e testemunhal (os chefes e ela própria).”
“Especialmente nos casos de acusação de delitos praticados no ambiente de trabalho, há a necessidade de afastamento cautelar, para evitar coação de eventuais vítimas e testemunhas, ocultação de provas e reincidência delitiva. Afastamento juridicamente justificado.”
Veja o vídeo:

