Ministros atacam Toffoli: atuação no caso Banco Master gera tensão no STF

A atuação de Dias Toffoli na condução das investigações sobre o Banco Master tem gerado intenso debate entre os integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). O desconforto entre os colegas é evidente.

Imagem relacionada ao caso Banco Master

Segundo reportagem de Mariana Muniz, do O Globo, ministros ouvidos em entrevista reservada apontam que a definição de agendas, a interferência nos cronogramas de diligências e a condução direta de atos instrutórios fogem do padrão observado em outros inquéritos semelhantes. “Há preocupação com o impacto externo das decisões, especialmente diante do interesse do Congresso no caso e da movimentação de parlamentares que passaram a questionar a atuação de Toffoli”, afirmam.

Para os ministros do STF, o avanço desse tipo de embate político amplia o risco de desgaste da Corte e pode comprometer a percepção de imparcialidade institucional.

No caso da Polícia Federal (PF), o clima de atrito ficou evidente depois que Toffoli reduziu o prazo para os investigadores colherem depoimentos dos investigados de cinco para dois dias, alegando que os interrogatórios estavam autorizados desde dezembro e que havia limitações operacionais no STF para realizá‑los. O ministro também solicitou que a PF apresentasse um novo calendário de oitivas.

A determinação provocou reação nos bastidores da PF, que cancelou as oitivas previamente marcadas para o período de 23 a 28 de janeiro, por considerar inviável concentrá‑las em um intervalo tão curto diante de restrições de pessoal e estrutura.

Outro ponto de atrito ocorreu em torno da destinação e análise de provas apreendidas na segunda fase da Operação Compliance Zero. Toffoli inicialmente determinou que todo o material fosse lacrado e mantido sob custódia do STF, antes de autorizar que peritos indicados por ele fossem integrados ao processo de extração de dados, sob chancela da Procuradoria‑Geral da República (PGR).

Investigadores alertaram que essa abordagem poderia comprometer a extração eficiente de informações dos celulares e computadores apreendidos.

Na quinta‑feira, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) manifestou preocupação em nota, indicando que a decisão de Toffoli poderia gerar “riscos operacionais e técnicos” capazes de levar à perda de “vestígios relevantes” para a investigação.

Ontem, a pedido da PF, Toffoli prorrogou por mais 60 dias a conclusão das investigações conduzidas pela PF no caso Master, afirmando que os argumentos apresentados pela corporação justificam a extensão do prazo.


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