A pressão está aumentando no Palácio do Planalto. Enquanto escândalos envolvendo seu filho Lulinha vêm à tona e seu principal adversário eleitoral ganha força nas pesquisas, o presidente Lula enfrenta um cenário político cada vez mais complicado. Para piorar, esse adversário é Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro.
O jornalista Cláudio Humberto revelou informações sobre o clima tenso no governo. Ministros e auxiliares próximos a Lula se queixam do nervosismo do petista, agravado nas últimas duas semanas. O grupo relata reuniões tensas, descontrole e gritos de palavrões ouvidos fora do gabinete.
A irritação de Lula aumentou consideravelmente após as pesquisas apontarem a subida do adversário Flávio Bolsonaro (PL). Na última semana, o presidente ficou apoplético com o desgaste gerado pelo preço do diesel, apurado em pesquisa diária de tracking. Lula não entende o que se passa e culpa os “incompetentes” que o cercam.
Explicações ignoradas
Ministros contam que até tentam explicar que casos como o aumento dos combustíveis são questões multisetoriais, incluindo Estados, mas os esforços são em vão.
Frustração com a comunicação
O presidente culpa a área de Comunicação por não haver garantido os dividendos eleitorais que imaginava com a suposta “isenção do Imposto de Renda”.
Preocupação eleitoral
Lula vê contaminação eleitoral no caso do diesel e lembra do desgaste que pode virar uma eventual greve dos caminhoneiros.
O verdadeiro medo
O maior temor não é do fracasso do governo, mas da reeleição. Lula perde o prumo diante do risco de eventual derrota para Flávio Bolsonaro.
