O ministro Alexandre de Moraes está considerando a abertura de um inquérito para apurar uma possível quebra de sigilo fiscal de ministros da Corte, supostamente realizada pela Receita Federal e pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo as informações disponíveis, a violação teria ocorrido de forma ilícita. O acesso a esses sistemas é restrito a servidores dos próprios órgãos, e toda consulta fica registrada com a senha do responsável.
Nas últimas semanas, reportagens da imprensa passaram a citar dados pessoais de ministros ou de seus familiares. No caso de Alexandre de Moraes, foi divulgada a existência de um contrato firmado por sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, cujo valor totaliza R$ 131,3 milhões ao longo de três anos. Embora o contrato em si não contenha informações sigilosas, foram expostos detalhes sobre a movimentação financeira do escritório de Viviane, que podem ter sido obtidos por meio do Coaf ou da Receita Federal.
Em relação ao ministro Dias Toffoli, também foram publicadas informações acerca de negócios de sua família, revelando operações financeiras que só poderiam ser acessadas pelos mesmos órgãos de controle.
Essas publicações surgiram no contexto do caso Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025. Toffoli atua como relator do processo no Supremo Tribunal Federal, enquanto Moraes enfrenta pressão por sua esposa atuar como advogada do banco.
Moraes enfrenta uma situação delicada por sua mulher ter advogado para o banco.
