Ao converter a prisão domiciliar em preventiva, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou que Filipe Martins agiu com total desrespeito às determinações judiciais e às instituições democráticas.
A ordem foi cumprida pela Polícia Federal na manhã de sexta‑feira (2/1) na residência de Martins, em Ponta Grossa, no Paraná. Até então, ele vivia em regime domiciliar, sujeito a rigorosas medidas cautelares impostas pelo STF.
De acordo com Moraes, o acusado violou claramente essas restrições, sobretudo ao utilizar redes sociais, prática expressamente proibida no contexto do regime cautelar. Para o ministro, tal conduta é incompatível com a confiança exigida para a manutenção da prisão domiciliar.
“O acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas”, registrou Moraes.
A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou revolta diante da censura feita por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que o ex‑parlamentar Eduardo Cunha seria o autor, embora a censura permaneça há quase um ano.
Outros títulos parecem estar na mira da mesma medida. Entre eles estão “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que abordam a censura e os acontecimentos incomuns dentro do STF.
