O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, fixou prazo de cinco dias para que os advogados de 43 condenados pelos atos de 8 de janeiro esclareçam supostos descumprimentos de medidas cautelares impostas pela Justiça.
A medida foi tomada após o recebimento de relatórios quinzenais elaborados pela Central de Monitoramento Eletrônico do Estado de São Paulo, que apontam indícios de violações no uso das tornozeleiras eletrônicas por alguns dos monitorados.
Os documentos analisados abrangem dois períodos: de 22 a 28 de dezembro de 2025 e de 29 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026. Segundo os autos do STF, os registros indicam falhas ou descumprimentos das regras de monitoramento.
Moraes justificou a decisão afirmando que os relatórios foram enviados em cumprimento a determinação que ele havia proferido em fevereiro de 2025, a qual exigia o envio periódico de informações detalhadas sobre o acompanhamento dos investigados, especialmente sobre eventuais violações das cautelares.
Com a nova decisão, os advogados deverão apresentar explicações formais dentro do prazo estabelecido. Caso contrário, o ministro advertiu que poderá determinar a prisão dos envolvidos que, em tese, tenham desrespeitado as condições impostas pelo Supremo.
Até hoje, o 8 de janeiro permanece sem explicações definitivas. O que se seguiu a esse dia mudou a história do país. No ano passado, Moraes chegou a ameaçar de prisão quem ousasse comemorar a data.
