A Polícia Federal foi acionada após Alexandre de Moraes determinar que o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) preste depoimento no prazo de 10 dias.
A medida decorre da divulgação, por parte do CFM, de nota que questiona a assistência médica concedida ao ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL). Moraes também anulou a determinação do CFM que havia aberto sindicância sobre o caso.
O deputado Marcel van Hattem classificou a decisão como “clara tentativa de intimidação a um dos poucos conselhos de classe que não deixa de se posicionar contra os abusos da tirania”. Ele afirmou que o CFM apenas cumpre sua função ao abrir investigação diante de qualquer denúncia e reiterou apoio à direção da entidade, que “não merece tamanha perseguição por cumprir o seu papel”.
A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou repúdio à censura imposta por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O magistrado alegou que a obra cria a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria seu autor, mas a censura permanece há quase um ano.
Segundo a CIDH, outros títulos podem estar sob risco de censura, como “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que tratam da censura e de acontecimentos no STF.
