O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) e a Procuradoria‑Geral da República (PGR) se manifestem, no prazo de cinco dias, sobre o laudo médico elaborado pela Polícia Federal (PF). A decisão também autoriza que as partes solicitem complementações à perícia, caso considerem necessário.
O despacho foi emitido após o próprio ministro tornar público, nesta sexta‑feira, 6, o conteúdo do laudo, que possui 52 páginas e descreve as condições clínicas do ex‑presidente. O documento aponta que Bolsonaro apresenta sete comorbidades, entre elas hipertensão arterial, síndrome da apneia do sono, obesidade clínica e refluxo gástrico.
No trecho mais alarmante do relatório, a PF reconhece que a falta de observância rigorosa das orientações médicas pode resultar em desfechos graves.
“A não observância das medidas médicas descritas pode acarretar risco de complicações graves como pneumonia aspirativa, insuficiência respiratória, AVC, insuficiência renal, quedas com traumatismo craniano, ou morte súbita?”, diz o texto.
“Resposta: Sim.”
A perseguição contra o ex‑presidente Bolsonaro e seus aliados tem sido descrita como cruel, absurda e desumana, gerando temor de que situações ainda mais graves possam ocorrer. Segundo os críticos, há um esforço para silenciar o ex‑mandatário e ocultar os fatos de 2022.
